Na manhã de 21 de março de 1986, em Maceió, o soldado Francisco Leôncio do Nascimento entrou armado na cantina do 59º Batalhão do Exército.
Segundo ele, o alvo era um superior que o humilhava constantemente dentro do quartel, com situações vexatórias diante de outros militares. No dia anterior, após ser informado de uma punição que considerava injusta, Leôncio disse ter chegado ao limite.
O que veio depois terminou em tragédia. Houve disparos, mortes e feridos. Leôncio fugiu para Recife, mas se entregou no mesmo dia.
No julgamento, afirmou que não queria matar ninguém e que agiu sob forte emoção. Foi condenado a mais de 25 anos de prisão e expulso do Exército.
Essa história levanta uma pergunta dura: até que ponto a humilhação pode destruir uma pessoa por dentro?