Pierre Chalita nasceu em Maceió, em 1930, filho de imigrantes libaneses. Desde menino, era fascinado por cores e formas. Aos oito anos, fez a mãe voltar na rua para comprar uma moldura dourada. Ali começava uma coleção que ultrapassaria duas mil peças.
Formou-se em Arquitetura, estudou pintura em Madrid e Paris. Em uma das primeiras exposições na Espanha, a mostra foi fechada por ele ter pintado um Cristo nu. Provocava, incomodava, fazia sentir.
Foi professor, restaurou patrimônios históricos em Alagoas, como o Palácio do Barão de Jaraguá, e fundou o Museu de Arte Pierre Chalita. Suas obras são descritas como intensas, trágicas, feitas para mexer com quem observa.
Chalita morreu aos 80 anos, mas permanece vivo na Avenida Pierre Chalita, no Centro de Maceió, e na memória cultural do estado.