Maceió, 05 de junho de 2026

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Quando contar pessoas virou motivo de revolta

Em 1852, o Império tentou realizar o primeiro censo do Brasil. Mas em Alagoas e em outras partes do Nordeste, isso terminou em medo, conflito e até morte. Pouco antes, a Lei Eusébio de Queirós havia proibido o tráfico de pessoas escravizadas. Surgiu então um boato perigoso: de que o governo poderia usar o censo para escravizar pessoas livres. A reação foi imediata. Grupos armados cercaram autoridades, impediram a leitura de decretos e entraram em confronto. Um delegado acabou morto. O movimento ficou conhecido como Guerra dos Marimbondos, ou “Ronco das Abelhas”, pela forma como o povo se aglomerava nas ruas. Menos de um mês depois, o governo recuou e cancelou o censo. O primeiro só aconteceria em 1872.

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