Em 1852, o Império tentou realizar o primeiro censo do Brasil. Mas em Alagoas e em outras partes do Nordeste, isso terminou em medo, conflito e até morte.
Pouco antes, a Lei Eusébio de Queirós havia proibido o tráfico de pessoas escravizadas. Surgiu então um boato perigoso: de que o governo poderia usar o censo para escravizar pessoas livres.
A reação foi imediata. Grupos armados cercaram autoridades, impediram a leitura de decretos e entraram em confronto. Um delegado acabou morto.
O movimento ficou conhecido como Guerra dos Marimbondos, ou “Ronco das Abelhas”, pela forma como o povo se aglomerava nas ruas.
Menos de um mês depois, o governo recuou e cancelou o censo.
O primeiro só aconteceria em 1872.