O Guerreiro Alagoano nasceu no início do século XX da mistura do reisado, da chegança e dos pastorais. É uma brincadeira cheia de música, dança e encenação de “guerras”, com espadas, cantorias e roupas coloridas. O detalhe mais marcante são os chapéus enormes em forma de igreja, símbolo da fé de quem brinca o Guerreiro.
E nessa história aparece um nome fundamental: Joana Gajuru.
Nascida como Joana Maria da Conceição, na região de Lagoa da Canoa, ela cresceu em meio ao trabalho duro nos canaviais. O apelido “Gajuru”, dado nos engenhos a crianças negras nascidas perto dos bangüês, virou identidade.