Quando se fala em Pelourinho, muita gente pensa apenas em Salvador, mas Maceió também teve o seu. Durante o Brasil Império, para que um povoado fosse elevado à condição de vila, era obrigatório possuir cadeia, câmara e pelourinho símbolo oficial do poder colonial.
Em 1817, foi erguido o Pelourinho de Maceió no antigo Largo da Capela de São Gonçalo, local onde hoje está a Praça Dom Pedro II. Construído em alvenaria de tijolos e financiado pelo senhor de engenho Antônio Firmino de Macedo Braga, o pelourinho representava muito mais do que uma estrutura urbana: era um instrumento de punição e opressão.
Nesse espaço público, pessoas escravizadas eram acorrentadas e castigadas fisicamente. As punições incluíam marcas no corpo e mutilações, práticas previstas em lei no século XVIII. A existência do pelourinho revela a violência do sistema escravocrata e a forma como o poder colonial se impunha sobre corpos negros.
Ao mesmo tempo, essa história também fala de resistência. Alagoas é terra de Palmares, de Zumbi e de inúmeros quilombos, símbolos da luta contra a escravidão e da afirmação da liberdade. Conhecer o Pelourinho de Maceió é compreender uma parte fundamental da história da escravidão no Brasil para que ela nunca seja esquecida e jamais se repita.